top of page
  • Foto do escritorFrançois

A memória autofágica de Fux...

Atualizado: 12 de jun. de 2022

...E a ameaça cavilosa do general da defesa.


É o país do presente. O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, declarou ontem que "Não podemos esquecer o Mensalão". É mesmo, Ministro? O senhor tem certeza de que essa rememoração lhe cai bem?


Vejamos. O então juiz e depois Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, fez da sua vida uma cruzada pra chegar ao Supremo Tribunal Federal. Quem diz isso? Ele próprio. Ele conta que tentou duas vezes, sem sucesso. E usa uma sub metáfora do futebol para definir: "Bati na trave, duas vezes".


Preterido nas duas vezes, pelos governos do PT, ele tentou de novo. Foi quando do processo do Mensalão. Procurou Zé Dirceu e prometeu: "Eu matarei no peito esse Mensalão". Foi Zé Dirceu quem contou? Não. foi o próprio Fux. Aí foi indicado e tomou a toga máxima. Grato pela indicação? Não. Vingou-se das duas batidas na trave. E foi mais virulento do que Joaquim Barbosa, punitivista vigoroso, a tocar guitarra num festa da corte, exibindo seu ranço de jurista perna de pau. Pra guardar a sub metáfora do futebol.


Agora ele cobra lembrança do episódio. É bom mesmo que se guarde a memória desse tipo de magistrado de fancaria, que agride a Magistratura de Primeira Instância, dos Juízes de Comarcas, concursados, que distribuem Justiça pelos rincões do Brasil. Magistratura é uma coisa, dignificante. Poder Judiciário é outra coisa.


Pra encerrar, taí o Ministro de Defesa do executivo, um general pouco instruído, querendo dar aula de constitucionalidade à Justiça eleitoral. Esse é o país que merecemos? Nem precisa responder.


P.S: O irônico é que foi exatamente o ex-ministro Marco Aurélio quem defendeu a fala de Fux. Quem? O primo do corrupto Collor, que o pôs no Supremo. Esse mesmo ex-ministro que soltou, numa canetada, um dos bandidos mais perigosos, traficante de drogas e armas, procurado internacionalmente, e ainda foragido. Pôs essa bandido internacional na rua por uma filigrana processual. Esse sujeito tem autoridade moral pra dar aulas de republicanismo?




27 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Esconderijo de silêncios (VI)

Desde a partida do padre Salomão, Januária quase acostuma-se com a calmaria religiosa entre as igrejas. O novo padre, tolerante, a igreja Batista, luterana, com um pastor tradicional, os terreiros de

E quando morrer?

Ao nascer, nem lembro quando, se chorei, nasci. Infância de grotas, chãs, pé de serra, frutas, sacristias, chuva e seca, se brinquei, sorri. Adolescência, remanso das dúvidas, morrem as certezas, veló

Esconderijo de silêncios (V)

A chegada de novo pároco em Januária atiçou a curiosidade noturna dos habitantes. O que houvera de fato? O sacristão segurava-se na promessa feita ao padre Salomão. O novo padre, jovem, foi alvo de as

Commentaires


bottom of page