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As manifestações do Domingo

Brasileiros anônimos, dignos, merecedores de respeito foram às ruas, no Domingo, dizer à Pátria que ela não foi esquecida.

Não. Não foi nem está no esquecimento dos seus filhos. Mesmo que esteja sendo vilipendiada diária e semanalmente por cretinos conscientes e por idiotas inconscientes, animalizantes e animalizados no sentido da distinção entre racionalidade e estupidez.

Foi um recado para esses que os ocupantes das ruas, principalmente em São Paulo, mandaram para os arautos da covardia e da violência. Estamos aqui! Disseram e se fizeram presentes.

As ponderações sobre a inconveniência do momento por conta da pandemia, merecem reflexão. Nunca a crítica política ao movimento. No sentido de reprovação. Nunca.

Político que se acha dono de partido e cabeça comandante das cabeças dos liderados, ao criticar politicamente o movimento, apenas confessa publicamente a canalhice das suas intenções. O movimento das torcidas de futebol pela Democracia foi politicamente incriticável. Mas os pulhas querem suas bandeiras demagógicas tremulando nas ruas que eles abandonaram.

A polícia motivada por indução ideológica, sem sequer saber o que é ideologia, agiu no mesmo nível da cretinice. Mas São Paulo dos trabalhadores, dos estudantes, dos torcedores, dos artistas, não precisa de líderes de fancaria.

Os que foram às ruas, mesmo na inconveniência sanitária do momento, o fizeram na mais legítima conveniência do momento político. E dispensam o apoio da cretinice de megalomaníacos responsáveis por parte considerável do estado de miséria em que se encontra o Povo, o Brasil e a Pátria.


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