top of page
  • Foto do escritorFrançois

Bengala, ainda não!

Quando criança, a dádiva da infância recebe o mundo de presente,

O sol era meu, o riacho também. Vivi.



Adolescente, esgotei, entre alegrias e atropelos, toda a paisagem, sem fronteiras,

Nas trilhas da adolescência. Vivi.



Maturidade, abocanhando todos os gostos, bons e ruins no quintal do mundo,

Maduro, não precisei cair da árvore, amarelo ou podre.

Fui colhido pelas mãos da luta. Vivi.


Agora, na velhice, não sou velho. Misturo tudo, nacos de cada tempo. Maturidade, o sabor. Adolescência, a esperança. Infância, a irresponsabilidade.

Direito de peidar no palco. Colocar o dedo maior de todos, em pé, ladeado pelo indicador e o anelar, dobrados, e apontá-lo para os hipócritas!

Vivo!





91 visualizações2 comentários

Posts recentes

Ver tudo

Esconderijo de silêncios (VI)

Desde a partida do padre Salomão, Januária quase acostuma-se com a calmaria religiosa entre as igrejas. O novo padre, tolerante, a igreja Batista, luterana, com um pastor tradicional, os terreiros de

E quando morrer?

Ao nascer, nem lembro quando, se chorei, nasci. Infância de grotas, chãs, pé de serra, frutas, sacristias, chuva e seca, se brinquei, sorri. Adolescência, remanso das dúvidas, morrem as certezas, veló

Esconderijo de silêncios (V)

A chegada de novo pároco em Januária atiçou a curiosidade noturna dos habitantes. O que houvera de fato? O sacristão segurava-se na promessa feita ao padre Salomão. O novo padre, jovem, foi alvo de as

2 commenti


wellcouto
wellcouto
15 gen 2023

Sua retomada da "pena" à partir de 31/12 foi realmente uma exaltação à esperança, sem deixar de lado a exigência às severas punições pertinentes. Saravá!

Mi piace

tcarneirosilva
tcarneirosilva
14 gen 2023

Não somos velhos, meu nobre. Somos rapazes usados.

Mi piace
bottom of page