• François

Cacimba, cabaça e...

...terceira via.


Pelo que diz o pesquisador de águas do subsolo, com seu triângulo, segurando as duas pontas de um gancho de catingueira, que treme sem controle ao informar água naquele lugar, a bacia da propriedade assim está distribuída: Um riacho com trinta a quarenta por cento de água, da capacidade da bacia, chamado riacho Lula. Um córrego com vinte a vinte e cinco por cento da capacidade hídrica do terreno, chamado córrego Bolsonaro. E depois, pois pois, uma cacimba debaixo de uma oiticica de água escassa, em tempos de seca, cavada diariamente por buscadores de água, cuja fundura aumenta, mas não aumenta a capacidade hídrica. É a cacimba da "terceira via".


Cabaças em excesso indo buscar água em cacimba de água escassa. Agora, apareceu mais um catador d'água. Tem água suficiente pra todos? Não. Há sinais de que alguém tope quebrar a própria cabaça pra ajudar no suprimento de cabaça alheia? Até agora, não.


Enquanto isso a propriedade continua em seca de água, em escassez de saúde, em ausência de alimentos, em pendência de crédito, sem sinal de segurança, sem luz no fim do bueiro, sem vergonha na cara. Mas esbanja ignorância, esparrama intolerância e diariamente homenageia a estupidez. Viva a república do "Caga raiva", como nomeou Orlando Martins.




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