top of page
  • Foto do escritorFrançois

Chitãonaro e Chororô

Chora Sara Winter/

chora Malafaia/

chora Ives Gandra/

chora e soluça Bretas/

Chora todo mundo,

e o choro corre bem

todo mundo a lamentar/ no muro de Jerusalém.


Chora Augusto Nunes/

chora Alexandre Garcia/

chora o Lacombe/

chora o matutino da JP/

chora todo mundo,

e o choro é tão baboso

que chega a jogar lágrimas/ nas partes ovais do Bozo.


Chora a Crusoé/

choram antagonistas/

até o Diogo chora/

choram todos os moristas/

só não choram os humoristas,

e o choro virou decano

que até Bolsonaro chora/ pelo seu chefe americano.









59 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Esconderijo de silêncios (VI)

Desde a partida do padre Salomão, Januária quase acostuma-se com a calmaria religiosa entre as igrejas. O novo padre, tolerante, a igreja Batista, luterana, com um pastor tradicional, os terreiros de

E quando morrer?

Ao nascer, nem lembro quando, se chorei, nasci. Infância de grotas, chãs, pé de serra, frutas, sacristias, chuva e seca, se brinquei, sorri. Adolescência, remanso das dúvidas, morrem as certezas, veló

Esconderijo de silêncios (V)

A chegada de novo pároco em Januária atiçou a curiosidade noturna dos habitantes. O que houvera de fato? O sacristão segurava-se na promessa feita ao padre Salomão. O novo padre, jovem, foi alvo de as

Comments


bottom of page