• François

De fanáticos e fanatismo

Vivemos uma era de ranger de dentes, de baba hidrofóbica, de rascante sabor de ódios. No futebol, a covardia de grupos agredindo um torcedor solitário que ousa transitar com a camisa do time rival.

Nas religiões, o fundamentalismo que erige a estupidez à condição de santidade. E para realizar a crendice tudo é-lhe permitido. Inclusive matar.

Na política, a criação de ídolos antípodas. Um para ser adorado e outro para ser odiado. Repetindo a dicotomia de deus versus diabo. E em não sendo fanático será execrado pelos dois lados. Para os fanáticos não há meio termo.

Na crítica, busca-se a razão. Na adoração ou ódio fanático, esse deus Jano de duas faces, constrói-se a deformação. E diferentemente da divindade dos começos, o fanatismo embrutece a edificação do fim. Nesse ano eleitoral, a inteligência entra de férias e a burrice assume o palco.


28 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Rifa macabra

Isso não é um governo. É uma rifa clandestina entre amigos e sicários da população, posto que dos atos e omissões o resultado foi a mais cruel mortandade populacional da história do Brasil. Amigos civ

As tripas de um país fecal

Cujo presidente dá um susto nos aliados ao ter interrompida a tripa cagaiteira. Pois pois, como diria um português de Lisboa. "Ô pá, lamento, mas se todo mundo morre um dia, como disse o próprio gajo,

Só Cagão? Não...

Azarão também. Cagou para a CPI e azarou a Seleção. Onde Bolsonaro põe a torcido o azar hospeda-se junto. Torceu pro Trump, Trump lascou-se. Torceu na eleição da Bolívia, a esquerda venceu. Torceu pel