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E aí, general Mourão?

Qual é o Exército ao qual o senhor, vice-presidente eleito da República, referiu-se quando disse que "ou o comandante do Exército pune o general Pazuello ou estabelece a anarquia disciplinar". E continua: "Amanhã, qualquer um militar da ativa vai se achar no direito de opinar ou agir politicamente. Até porque há os que gostam desse governo e outros que não gostam". Tá gravado na net. Basta acessar.


Qual Exército? O de soldadinhos de chumbo que Bolsonaro chama "meu exército"? Ou o de Caxias? O de Caxias já fez muita merda na história do Brasil, mas fez muita coisa boa também. Representado pelo General Cândido Rondon, General de estrelas celestes, sem precisar do Kaol, armou uma tenda luta pela integração e dignificação da Amazônia. Com a defesa do território, da cultura local e dos povos nativos. Esse Exército merece respeito. Também merece respeito o Exército que foi à Guerra contra o nazi-fascismo. Os pracinhas que derramaram o sangue nacional na luta pela liberdade dos povos.


E o atual, general Mourão? É o Exército de quem? Numa coisa é bom ver esse Exército moralmente apequenado. Com proventos acima do teto, empanzinado de cargos comissionados, cabide de empregos de oficiais "civilizados". Todos em cargos civis abocanhando uma boquinha. É o Exército de Bolsonaro? Talvez.


Ótimo, esse Exército não tem estofo nem pra golpe, só pra galopar nas tetas do poder civil. Jamais arriscará o contracheque numa luta golpista, com luta sangrenta interna, que haverá e escárnio isolador externo que haveria.


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