• François

Lula, Ciro e a imbecilidade

Havia ou há um quase mantra que a esquerda vinha repetindo: "É preciso unir-se para derrotar o fascismo". E aí todas as críticas, diga-se procedentes, à histórica desunião dos progressistas.


Então acontece um fato marcante e capaz de quebrar essa carcaça que vem ameaçando a desejada aliança entre afins, ou de próxima afinidade. União de progressistas para o bem da Democracia. Qual fato? A reunião entre Lula e Ciro, num gesto de inteligência política, de superação de egos.


O que ocorre? Os recalcitrantes das bolhas ideológicas da burrice, usuários de viseiras, daquelas que se põe ao lado dos olhos de um burro de carroça, para que ele só veja o caminho da frente, começam a chorumela, o lenga lenga insuportável da estupidez. "Ciro tem que pedir desculpas", dizem os jegues de um lado. "Lula tem que fazer autocrítica". Dizem os jericos do outro lado. Porra nenhuma. Aliança se faz em política com o cérebro e não com o fígado. É cerebrina e não figadal. (não se confundir com fidagal)


Quando Carlos Prestes, preso num socavão de escada, na Ditadura Vargas, e seu advogado, Sobral Pinto, precisou valer-se da lei de proteção aos animais para fundamentar o Habeas-Corpus, o Cavaleiro da Esperança não exigiu que Getúlio Vargas pedisse desculpas ao fazerem uma aliança e Prestes pregar, no palanque, ao lado de Vargas, a constituinte com Getúlio. Não. Exigiu compromissos políticos e não desculpas pessoais. Nem desculpas nem autocrítica.


Aprendam, imbecis!

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