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Medalhas de ouro

Os generais do Brasil, aqueles que se encastelam nos cargos comissionados, não são sucessores de Caxias. São espertos politiqueiros, diferentemente, espero, dos que se aboletam nos quartéis, no comando de tropas. Espero.


Mas no peito deles, encastelados no poder, quando fardados, sobram medalhas. E comendas. E estrelas nos ombros.


Comendas de batalhas de ficção. de Lutas de mentira. E estrelas de latão. Valentes para ameaçar a democracia e o poder civil. Muito valentes contra desarmados. Contra inermes. E todo valente armado contra indefeso desarmado não é valente merda nenhuma. É covarde.


As estrelas de latão brilham por força do kaol. E não pelo mérito áurico. Mas eles, os generais do palácio, ostentam no peito medalhas de ouro. Feitas de ouro? Não. Banhadas de ouro? Não. Nada disso. São medalhas que eles preferem não ostentar, se não por vergonha, pelo menos por um resíduo de pudor. São as medalhas do Contracheque. Brilhantes, envergonhadamente brilhantes.


São esses os que questionam as urnas. Debocham das eleições. E não querem abrir mão de privilégios, vizinhos da ilegalidade. Irmãos da imoralidade!



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