top of page
  • Foto do escritorFrançois

O arreganho que nunca me assustou

Nem me bateu a passarinha. Essa história de golpe militar. Imaginar tanques de guerra enchendo as ruas do Brasil para dar golpe político só entra na cabeça de medrosos ou ignorantes. Chance zero. E não digo agora, disse antes. A cada ameaça do bufão, no cercadinho da bufagem, eu repetia. Tudo arreganho de cagão.

Taí. Agora, estão buscando foro especial pra salvar o 01 da cadeia. Ou da humilhação de uma cassação no Senado. E se houver, haverá. E não resultará em nada.

A Procuradoria Geral da República, num gesto de salvar a imagem, está cobrando do general Heleno, esse pijamado recalcado, desde os tempos de Sílvio Frota, a explicar a chantagem de "consequências imprevisíveis", que ele pôs numa nota bajulatória ao seu capitão superior. Vai ter de explicar. E não tem tanque de flandre nas ruas.

Entendeu, bundão? E os militares que receberam indevida e desonestamente o auxílio emergencial vão ter de devolver. Democracia é o regime do civismo. E militar honesto, que felizmente é a maioria, prima por garantir a atitude cívica da sociedade. Ponto final.

78 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Esconderijo de silêncios (VI)

Desde a partida do padre Salomão, Januária quase acostuma-se com a calmaria religiosa entre as igrejas. O novo padre, tolerante, a igreja Batista, luterana, com um pastor tradicional, os terreiros de

E quando morrer?

Ao nascer, nem lembro quando, se chorei, nasci. Infância de grotas, chãs, pé de serra, frutas, sacristias, chuva e seca, se brinquei, sorri. Adolescência, remanso das dúvidas, morrem as certezas, veló

Esconderijo de silêncios (V)

A chegada de novo pároco em Januária atiçou a curiosidade noturna dos habitantes. O que houvera de fato? O sacristão segurava-se na promessa feita ao padre Salomão. O novo padre, jovem, foi alvo de as

コメント


bottom of page