Tempos de acentuação vertical do mau-caratismo. A pergunta paira sobre a realidade política e cultural do continente de Vera Cruz. Fulano é talentoso? A pergunta sai numa reunião de jornalistas e produtores culturais. Alguém responde: É, mas o problema dele não é o que sobra de talento, é o que falta de caráter.
Ai a discussão passou para o dilema, o bom talento consegue melhorar o mau caráter? Venceu a resposta negativa. E o contrário, o mau caráter consegue contaminar o bom talento? Vitória da resposta positiva.
Pois é. Nesses tempos sombrios de tanta aberração cultural, política e social; de miséria intelectual, o mau-caratismo tem dominado majoritariamente a circunavegação de crápulas e pústulas. Pelas folhas, pelas artes e artimanhas.
Nada a ver com ideologia; esquerda ou direita. O caráter é aideológico, paira em todas as tendências, dentro ou fora da Rosa dos Ventos. No jornalismo tradicional, no televisivo, nas redes sociais. O bom caráter talentoso presta serviço democrático, o mau caráter não presta. Simples assim.
De Rômulo Gurgel, por E-mail: (lá de Mossoró)
"Parece ver um canônico, acadêmico, protagórico, árbitro da escrita e dos costumes. "Será que só parece?... Tá cheio deles por aí".
De Erasmo Batista, por E-mail.
"E quando se ouve um fascista dando aula de Democracia? A solução é o controle remoto, né não"?
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