• François

O fascismo não resiste...

... ao confronto da História.


Escrevi há algum tempo esse texto: Já vai tarde. Vi e ouvi com bastante satisfação o desabafo de um "jovem político" líder, ou um dos líderes, de um movimento denominado MBL, Movimento Brasil Livre, demonstrando "cansaço" com a "luta" do movimento.

Dizendo, inclusive, que o melhor seria encerrar as atividades da referida agremiação. Esse movimento criado por jovens, na idade, nasceu enrugado, velho, reacionário e retrógrado. Pode acrescentar adjetivos de esclerose. Isso mesmo, esclerosado política e ideologicamente. Coisa dos tempos de Plínio Salgado. Bolsonaristas de carteirinha, foram escanteados pelo poder bolsonarista e quedam-se agora arrependidos. Apostaram na candidatura de Sérgio Moro. Não decolou, estão amotinados no porão das decepções. E de quem é a culpa? Eles respondem: "Do povo, que não reconhece nosso valor nem a nossa luta para o país que queremos construir". Já vai tarde. Nem deveria ter nascido.


Isso foi, se não me engano, em Dezembro de 2021.


Pois pois, como diria um bêbado numa tasca muito rasca de Lisboa, a máscara dessa turba burguesa de classe média alta, cuja altura é só de grana e o resto de baixeza moral, veio ao lume. À luz dos fatos.


E a História, única ciência de origem cultural, pois feita pelo homem, traz à claridade quem é digno ou indigno no trajeto da humanidade. Isto é, de revelar-se humano. E será humano de três formas: Humano comum, que vive e cria os seus, com as virtudes e defeitos da condição humana . Humano excepcional, que produz descobertas, luta pelos outros, santo talvez; herói, quem sabe; herói e santo do quem sabe e do talvez. Humano dispensável, que "não aumenta a humanidade quando nasce nem a diminui quando morre", na lição de Machado de Assis. Esses são os jovens enrugados, envelhecidos de ruindade, empobrecidos de solidariedade. Escassos de empatia.


Esse é o MBL, Movimento Brasil Livre, picaretas da política. Falsários da moral. Adjetivos de humanidade. Já vai tarde.

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