• François

O oitão do cajá

O Cajá era um sitio minimalista, de propriedade de minha avó, onde morava seu Bendito do Cajá. Nunca soube do seu sobrenome, conhecido era ele pelo pós nome do sitio onde morava.


O sítio era tão sem graça, sem pomares, sem atrativos, que até os bodes dormiam, durante o dia, no oitão da triste casinha de taipa, onde seu Benedito aboletara-se ainda jovem e lá veio a morrer com quase um século de vida.


Pois assim está o Brasil. Tão sem graça, sem esperança, sem futuro, sem apelo, que até os bodes dormem de dia pra não berrarem ante tamanha desmotivação.

Aqui, nesse meu oitão, espantei um pouco a pasmaceira com a Live de Maria Betânia, o texto de Tácito Costa sobre a mesma Live e terminando o livro de Tião Carneiro. Uma taça de vinho muito bem degustada. Acompanhei tudo com algumas garfadas de paçoca de mucunã e cuscuz de macambira.


Mas o Brasil não é mais do carnaval nem do futebol. É um país de bola murcha. De civis sem civismo e de militares sem vergonha.

97 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Casamento e mais filhos

Bolsonaro declarou que o casamento com o PL do mensaleiro Valdemar da Costa Neto, aquele que foi condenado por corrupção, de quem Bolsonaro dizia querer distância, "vai gerar muitos filhos". Bem, po

A toga e o hipócrita

O ex-juiz Sérgio Moro revela-se muito preocupado com com uma recente besteira dita por Lula, quando interrogado sobre a quarta "eleição" de Daniel Ortega, na Nicarágua. Foi uma observação infeliz? Foi

A direita se lambuza...

...e seus adoradores ejaculam no gozo alheio. Bolsonaro, o rei da mentira, levou filhos e bajuladores "in pectore" para um passeio milionário, à custa do contribuinte, em Dubai. Tudo muito rico, muito