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Povo e o fascismo pentecostal


Um milhão de pessoas na rua, numa manifestação, não é Povo. Nem dez milhões, nem cem milhões. É Massa. Merece respeito? Sim. Mas não é povo. Povo é o conjunto de todos de um país, cada um compreendido na sua individualidade. Quando parte desse todo se junta, por qualquer motivo, seja politico, esportivo, festivo ou de qualquer outra natureza, aí não está o povo. Está a massa.


Antes do Povo está a Nação. Num país constitucionalmente organizado foi a Nação que instituiu a ordem constitucional. A Constituinte é obra da Nação. Promulgada, a Nação se afasta e entrega ao Estado a gerência das coisas do Povo. E este está na individualidade de cada um. Nas suas atividades diárias, no seu trabalho, na sua arte, no seu pensamento e na sua obra de vida. E a Pátria? Esta é o estuário simbólico que representa a Nação e acolhe o Povo. Ensinou Rui Barbosa, "A Pátria não é ninguém, são Todos".


Quando um simulacro de cristão, empresário de negócios da fé, cultivador de riquezas amealhadas sob a enganação de ingênuos, sacripanta das escrituras bíblicas, chama um aglomerado de Povo, e diz está ali o poder supremo do Estado, não apenas confessa ignorância. Comete crime de lesa pátria.


O Brasil enfrenta esse monstrengo de "cristianismo" que nada tem a ver com Jesus Cristo. Absolutamente nada. Esse pentecostalismo escasso de cristianismo é o mesmo que Jesus expulsou do templo a chibatadas. É o mesmo farisaísmo denunciado por Cristo e por Paulo. Alertado por Lucas, por João e por Marcos.


Esse esperneio tem método. O chefe com medo da cadeia. O porta voz, ou voz de porca, com medo de perder dinheiro, com a notória decadência da sua empresa, que ele denomina espertamente de "igreja". Com essa denominação ele mata dois bacorinhos. Toma dinheiro dos ingênuos e sonega impostos ao Estado.

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