top of page
  • Foto do escritorFrançois

Reinaldo Azevedo

Quando o Jornalista Reinaldo Azevedo tratava de forma cáustica, principalmente na Revista Veja, os detentores do poder, na época o PT e aliados, sob a liderança de Lula, eu discutia e o defendia nos embates teóricos com amigos e parentes.


Explico. Meu argumento era: Mesmo discordando de muitos dos seus textos, o comportamento dele lastra-se na obrigação da atividade jornalística. A surrada e sempre atual lição de Millôr Fernandes, "jornalismo é oposição, o resto são secos e molhados".


Reinaldo Azevedo teve formação de esquerda, na juventude. Coisa típica dos que têm caráter generoso na mocidade. Ou como dizia Carlos Lacerda, "a esquerda é a fatia generosa da política". E Lacerda, também de esquerda na mocidade e reaça na maturidade, disse isso já depois de velho. Reinaldo Azevedo é hoje um liberal, defensor da democracia e do Estado democrático e de Direito.


Hoje, os que detestavam Reinaldo Azevedo agora o aplaudem. E os que o idolatravam, agora o detestam. Quem mudou não foi Reinaldo Azevedo. Ele continua Jornalista com o J maiúsculo. Continua crítico do poder. Não demoniza seu passado e respeita sem inveja o passado dos outros.



47 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Esconderijo de silêncios (VI)

Desde a partida do padre Salomão, Januária quase acostuma-se com a calmaria religiosa entre as igrejas. O novo padre, tolerante, a igreja Batista, luterana, com um pastor tradicional, os terreiros de

E quando morrer?

Ao nascer, nem lembro quando, se chorei, nasci. Infância de grotas, chãs, pé de serra, frutas, sacristias, chuva e seca, se brinquei, sorri. Adolescência, remanso das dúvidas, morrem as certezas, veló

Esconderijo de silêncios (V)

A chegada de novo pároco em Januária atiçou a curiosidade noturna dos habitantes. O que houvera de fato? O sacristão segurava-se na promessa feita ao padre Salomão. O novo padre, jovem, foi alvo de as

Comments


bottom of page