• François

Rubão, Rubinho

E por falar em Ditadura lembrei de Rubens Lemos, o Rubão, jornalista, boêmio, radialista, tarado por futebol e samba. Poderia ter tido uma vida suave, no mundo dessas suas paixões.

Mas não. Uma paixão maior entortou sua vida. A paixão pela liberdade, pela solidariedade e pelo amor ao seu país. Era o Taka, do PCBR, codinome de um voluntário numa luta inglória. Não pela derrota anunciada, mas pela bosta de democracia em que desaguamos.

"Sobem morros/ descem rios/ barba e vida por fazer". Esses versos não são de Vandré. Mesmo estando numa canção dele. Estavam os dois, Vandré e Rubens, exilados no Chile. Vendo-os, Vandré perguntou a Rubão se poderia usá-los. Não só autorizou, como dispensou o crédito. Rubão me contou. Algum tempo depois, perguntei a Vandré e ele confirmou. Pouca gente sabe disso.

Uma das alegrias que tive nos últimos tempos da nossa imprensa foi ver a convocação de Rubinho para compor o quadro de colunistas da Tribuna do Norte. Um time de craques.

Rubinho está tecendo a delícia dos leitores de Futebol. Coisa da sua paixão e do seu prazer. Mesmo que trate do que mais gosta, também é do que mais sofre. Sabe tudo de Futebol em todos os tempos, é o prazer. Torce pelo ABC e pelo Vasco, é o sofrimento!

44 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo

O rinoceronte acoelhou-se

Pois é. O valentão de dois dias atrás virou coelho, quando lhe apertaram os colhões. Essa tchurma não engana. Tudo valentia de ocasião, esperando que as armas ostensivas e os músculos bombados imponha

O oitão do cajá

O Cajá era um sitio minimalista, de propriedade de minha avó, onde morava seu Bendito do Cajá. Nunca soube do seu sobrenome, conhecido era ele pelo pós nome do sitio onde morava. O sítio era tão sem g

Picaretagem interrompida?

Onde e por quem demonstra a maluquice do país, do qual alguém já disse há muito tempo: "No Brasil não será surpresa se um dia a Sexta Feira da paixão cair numa Terça Feira de carnaval". A que me refir