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Segurança e mentira oficial

Diz o governo federal que é mérito seu a redução da criminalidade no Brasil. Mentira. Não é culpa do governo atual essa violência mas é sua responsabilidade a continuação dela.

Diz o governo estadual que reduziu a violência no Estado. Mentira. Não deu causa, mas é ineficiente no combate à mesma. Mentem os dois governos. A "redução" ou diminuição de atos violentos dá-se por várias causas, e nenhumas dessas causas têm nos governos o protagonismo alardeado.

O acirramento ou redução da violência cumpre um ritual de fluxo e refluxo, com determinantes fora do controle oficial. O único controle oficial eficiente é o jogo de números e estatísticas. Da mesma forma como manipulam dados de inflação e outas mogangas. Algumas prisões emblemáticas, transferências de presos, brigas internas de facções, táticas do estado paralelo, mortes de alguns bandidos, isso tudo produz uma redução momentânea da violência.

Só momentânea. Por quê? Porque não se vislumbra uma política de inteligência policial eficiente. Nem ações preventivas que evitem a sua deflagração.

A exemplificação empobrece o raciocínio abstrato, mas às vezes ela se impõe. Ontem estouraram a agência do Banco do Brasil em Umarizal. A terceira vez. Quantos dos assaltantes das duas vezes anteriores foram presos? Quem assaltou? Ninguém sabe. Sabe-se que foram os mesmos. Só pode ser. A próxima será Martins. Falta um assalto pra empatar com Umarizal. Quem estourou duas vezes a de Martins? Ninguém sabe. Sabe-se que foram os mesmos. Hoje, a estrada de Pau dos Ferros deve estar cheia de policiais revistando carros e pedindo documentos.

A bandidagem estoura o banco e a polícia no dia seguinte estoura a paciência das pessoas comuns, que trafegam nas estradas por onde os bandidos trafegaram tranquilamente no dia anterior. Onde está a mão oficial na redução do violência?


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