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Taí a "nova" política

Era tudo pra ser novo. E o passado, assim como o diabo, por ser velho, precisava morrer. E foi uma enxurrada de votos. De Bolsonaro aos bolsonaristas, tudo novo. E em novo sendo, tudo brilhantemente limpo.


Wilson Witzel, ex-juiz federal, colega de Sérgio Moro e Marcelo Bretas, seria um hiato na vida governamental do Rio de Janeiro. Hiato de pureza, na velha política de corrupção, de longas datas, décadas de patifaria. Ex-juiz, de dedo no nariz da sociedade, prometia um eldorado de justiça e honestidade. Hoje é afastado por corrupção. Coisa grossa. Com o mesmo cacoete do Sérgio Cabral, tendo a mulher como cúmplice, e não apenas conge, (na linguagem de Moro) . Bela "nova" política.


O suplente de senador de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, informa que sua casa serviu de búnquer da campanha do presidente Bolsonaro para armar ciladas contra adversários e preparar escudos para os seus. Tudo com base em falcatruas já conhecidas e outras programadas. Esses 89 mil na conta da conge do capitão, feito pelo fantasma Queiroz, é pintinho amarelinho no meio desse cipoal. Tudo "nova" política.


O Procurador Deltan Dallagnol, justiceiro de pocilga, incluiu naquelas suas Dez Medidas contra a impunidade o fim da prescrição. Sorte dele que não passou. Agora mesmo, num julgamento de delinquência sua, no Conselho Superior do Ministério Público, o processo foi arquivado por motivo de prescrição. Arguida por ele. O Conselho acatou o pedido de prescrição, mas informou que os delitos foram praticados. O "justiceiro" deixou o rabo preso na saída do chiqueiro. Estuário da "nova" política. O coletivo dessa turma é Ruma. Aquela que fica a feder por trás da moita.


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