• François

Vacina, vacinas e burrice

O mundo vive uma pandemia bem mais letal do que a incidência do vírus coroado. É a pandemia da dominação dos asnos, com minhas desculpas aos quadrúpedes aqui usados, talvez indevidamente, para qualificar a inteligência vigente.


Pra tudo e pra todos os lados. A ciência, digo os "cientistas", chutaram a sensatez que lhe dá credibilidade e embiocaram no mundo turvo da política. Os políticos conseguiram uma proeza que ninguém previra, tornaram-se mais venais e mais estúpidos do que todos os seus ancestrais. A cultura virou uma caricatura universal de folguedos sem qualquer apelo de inteligência. A literatura vive de pompas e clausuras, num academicismo ridículo. O lirismo, tão gracioso há antigas décadas, é apenas a farsa crônica da mesma fisionomia caricatural.


A saúde pública deságua no manancial estreito e putrefato onde já fedia miseravelmente a saúde particular dos pobres. O poder público não é poder nem é público. É um bivaque particular, rifa entre parentes e amigos. Foi sempre assim? Sim. Mas piorou. E o pior é que antes ainda se reclamava; agora, aceita-se com resignação e até aplauso.


Ouvi agora o rincho de um jumento no quintal vizinho, que som agradável de ouvir comparado ao som que vem da televisão ou do rádio. Comparado até ao silêncio da leitura de jornais ou redes sociais. Esse rincho silencioso que certas leituras completam o ateliê caricato, onde cinzela-se o monumento de um planeta plano desafiando a inteligência esférica dos contornos universais.


E a fé? Coitada. Triturada por igrejas e carolas, espertos e ingênuos. Vem de coito.

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